Correndo o risco de parecer uma rapariga um bocadinho antiga - o que não anda longe da verdade - devo dizer que não me parece normal que miúdos a um passo da faculdade digam que "a 'Mensagem' é fácil" e que "o Caeiro e o Ricardo Reis" ainda foram "mais fáceis" e não esqueçamos "o Memorial" que também é fácil. Ora como não tenho a veleidade de pensar que os miúdos são todos parvos e como assim de memória não me lembro de ninguém dizer que Pessoa "é fácil" talvez seja outra a secção que está "a facilitar". Talvez os estudos devessem ser orientados para outras obras, por exemplo, "Em busca do tempo perdido" ou "Ulisses", não?! E, porventura, seria igualmente fácil...a vida é que não é!
Reportagem exibida na Sic Notícias
Jornalista: Carla Carvalho Repórter de imgem: Miguel Carlos Cabral; Edição: Miguel Castro
segunda-feira, abril 29, 2013
Alberto Carneiro em Serralves
Reportagem da Sio Notícias sobre a exposição de Alberto Carneiro "Arte Vida/Vida Arte: relelações de energias e movimentos da matéria"
Carla Carvalho, imagem de Rui Flórido, edição de imagem de Francisco Carvalho
Pai e filho separados(momentaneamente) pelo futebol. aqui
Reportagem exibida no Jornal da Noite da SIC. Jornalista Carla Carvalho; imagem Joaquim Gomes; edição Francisco Carvalho
"Condomínio Cultural", Projeto 1ª Avenida*
Reportagem exibida no Cartaz da Sic Notícias. Jornalista Carla Carvalho, imagem José Vaio, edição Francisco Carvalho
*Qualidade do ficheiro: sofrível (é o que temos!)
sábado, abril 20, 2013
"Rosencrantz & Guildenstern estão mortos", no TNSJ
Reportagem exibida no "Cartaz", da Sic Notícias. De Carla Carvalho; imagem de José Vaio e edição de Miguel Castro
"R&G estão mortos", de Tom Stoppard; encenação de Marco Martins; criação Arena Ensemble
(A qualidade do ficheiro é pouco mais do que sofrível mas foi a possível)
1ª exposição comemorativa do 50º aniversário da Cooperativa Árvore
Reportagem exibida no programa Cartaz, da Sic Notícias: Carla Carvalho; imagem José Caldelas; edição Miguel Castro
aquiJornalista: Carla Carvalho; Repórter de Imagem: António Pereira; Edição de Imagem: Francisco Carvalho
"Jardim Zoológico de Cristal", de Tennesse Williams, está no Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, hoje e amanhã e depois vai deambular por aí. (Galiza, Porto, Lisboa, Aveiro, etc.)
quinta-feira, outubro 15, 2009
Uns minutos antes de morrer
"Concierto de Aranjuez", 2º andamento, de Joaquin Rodrigo; Paco de Lucía com a Orquestra de Cadaqués
Na casa velha as tábuas do soalho rangem debaixo dos pés. O Douro cobalto avista-se da janela e o ruído feio da rua mistura-se com a guitarra de Paco de Lucía. As gaivotas dançam acima das copas dos plátanos e há bandeiras de Portugal que deslizam sobre as águas. Antes que se chegue ao 3º andamento já o espelho negro segue salpicado de luzes enganosas. Ninguém está seguro.
quarta-feira, outubro 14, 2009
Lugares que nunca existiram
Moscovo, U.R.S.S. (1958)
segunda-feira, outubro 12, 2009
Num dia como hoje, escuro como o breu, viajo para lugares que nunca vi à boleia de memórias alheias
Os mais acérrimos defensores (que conheço) da actual gestão autárquica , não vivem e provavelmente nunca viveriam no Porto. Sempre achei curioso este facto.
segunda-feira, outubro 05, 2009
i de um singular presente de aniversário. Muito obrigada, Francisco!
A notícia chegou de madrugada, na forma de telefonema curto e incrédulo. O Jorge já não está cá. Horas depois, com uma noite mal dormida pelo meio, as palavras continuam a não fazer sentido e só me vem à cabeça o facto de, como seria habitual, não o ter cumprimentado depois do ensaio de imprensa de "O Feio", na última vez que o vi. Um pensamento absurdo, muito menos que morte. Até sempre, Jorge. O teu sorriso e as estórias ficam comigo. A tua estrela brilha.
quinta-feira, setembro 24, 2009
"La Douce"
Ontem a Casa da Música recebeu a estreia mundial de "La Douce", obra do compositor Emmanuel Nunes, também responsável pela adaptação dramatúrgica do conto homónimo de Fiódor Dostoiévski (em português, "A Submissa"), classificada como teatro musical e acerca da qual o próprio escreveu qualquer coisa como (cito de cor), " a música é paisagem sonora e os actores são haupstimme", conceito musical que tomei a liberdade de traduzir por "voz principal" - apesar de ter inúmeras vezes lembrado os 11 leitores deste blogue que de música...não entendo nada. Em todo o caso, aqui deixo para os interessados, a reportagem televisiva que fizemos no dia do ensaio geral (um pequeno nada):
Reportagem exibida no Cartaz da SIC Notícias
Para quem tem curiosidade por detalhes sórdidos, diga-se que cerca de 10% dos 900 espectadores que esgotaram ontem a lotação da Sala Guilhermina Suggia, abandonaram o espectáculo antes do fim. É o que sempre digo, sem menosprezar o direito de cada um gostar ou não de uma obra de arte: fiquem em casa que o ambiente agradece e as pessoas que até querem ver os espectáculos, malgré tout, também dão o seu contributo para o bom ambiente ao reduzirem substancialmente os seus instintos assassinos.
Só para terminar uma nota: das 3 vezes que tive oportunidade de assistir a espectáculos com obras de Emmanuel Nunes não pude deixar de comover-me com a emoção que transborda das pessoas que absolutamente o adoram e é uma coisa assim sem explicação, sinto-me tentada a adorá-lo também.
É difícil evitar a palavra poesia quando se fala sobre os espectáculos do colectivo Circolando. Desta feita volto a utilizá-la sem complexos (aliás já o tinha feito na reportagem televisiva que está pronta para ser exibida há dois dias). Em "Mansarda", fim do ciclo chamado Poética da Casa, primeiro são os cheiros e a terra e a água e a música e há mais silêncios do que é costume. Desenterram-se as memórias do que nunca se viveu e há momentos de beleza pura. Isto acontece em minutos, porque logo logo chegam as emoções e depois só há isso. E é muito.
Há uns meses, antes de apagar os posts, tinha aqui deixado as notas que se seguem a propósito do espectáculo "Casa-Abrigo", que precedeu esta "Mansarda". Aqui ficam.
Não fora o video de abertura, bem intencionado mas tecnicamente desastroso, e Casa-Abrigo seria um espectáculo perfeito. Para quem já se cruzou com o trabalho do Circolando não é uma total surpresa, no entanto, não deixa de merecer referência a forma como as produções do grupo sempre nos surpreendem. Casa-Abrigo não é teatro, não é dança, não é novo circo, é simplesmente poesia. Ah, e os figurinos são impecáveis. Julgo saber que o espectáculo vai andar por aí mas não acredito que se encontre melhor casa para o acolher que o Mosteiro de S. Bento da Vitória.
P.S. Juro que é coincidência mas não é que o "abrigo" está de volta.
sábado, setembro 19, 2009
Reparo agora que a palavra abrigo aparece nos dois posts que antecedem este, que afinal nem sei se o é, post, quero dizer, porque abrigo é com certeza uma das minhas palavras. Passando os olhos por estes posts, rapidamente antes de "desligar", essa descoberta aparece-me como revelação. Da hora tardia, talvez, ou da merda de dia, que acabou noite clara (apesar da chuva) como poucos dias há. Uma epifania na forma de palavra, prestes a completar 41 anos de idade.
Não se pode perder porque absolutamente se ganha, a lindíssima exposição de Joana Rêgo, na Galeria Municipal de Matosinhos. De A a Z. Apaixonei-me por umas quatro ou cinco letras, sem mais nem ontem: M, J, A, T, etc. Aqui fica A.
O Senhor Bobby Robson foi o único treinador de futebol que conheci - e acreditem que já lá vão uns tantos - que cumprimentava todos - T-O-D-O-S - os jornalistas antes de iniciar as conferências de imprensa (mesmo que tivesse perdido o jogo). Um senhor, o Senhor Robson. Lamento que nunca tenha treinado o Benfica. Desportivamente falando, só me lembro de tal tristeza quando o Velho Capitão Mário Wilson nos deixou à deriva.
A planta chamada Rabinhos de Zorro*, tem, no Alentejo, um uso medicinal, travando dejecções indesejadas (leia-se diarreia). Poderão os 10 leitores deste blogue interrogar-se por que motivo terei chegado a tal conhecimento. Ao que apenas poderei responder: "Bom, isso não interessa nada".
* a.k.a. "erva-de-serrã-pastor", segundo Manuel Anastácio
Na minha praia os peixes são livres e as crianças voam como as borboletas. Na minha praia há risos e flores e chapéus de sol de todas as cores. Na minha praia as gaivotas falam francês ao fim da tarde e todas as pulgas são felizes.
Enquanto não chega o Platel vejo Philippe Decouflé dançando com as sombras. Este espectáculo é verdadeiramente contemporâneo e podia servir de lição para muita gente sobre o bom uso de "novas tecnologias" em espectáculos.